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quarta-feira, 5 de março de 2008

A história do Lápis


A história do Lápis


O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura perguntou:

- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E, por acaso, é uma história sobre mim?

A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:

- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Essa mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.

Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.

Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.
Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.

Finalmente, a Quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, portanto procure ser consciente de cada ação.

(PAULO COELHO)

3 comentários:

O Homem Que Virou Cerveja, Crônicas disse...

A Lição do Lápis Com Borracha

Para Paulo Cesar de Castro, Porto Alegre-RS


Colhe as flores mas larga-as
Das mãos mal as olhaste
Senta-te ao sol. Abdica
E sê rei de ti próprio!

Fernando Pessoa

Lembra-te daqueles tempos, em que os lápis da marca Castelo
Vinham te permitir construir sonhos e escadas para o alto?
Desenhar era só deixar correr o traço, o risco, e tu ali, pueril
No Grupo Escolar colhia as primeiras letras, sons e palavras...

Lembra-te quando erravas, e a professora ensinava o certo
Que teu peito pueril medrado se afogava em floração de lágrimas?
Mas a mestra vinha e te tocava com um afeto cheio de graça
Que eras de novo um canteiro para muito bem ser semeado

Pois lembra-te ainda, quando escrevias as tortas vogais
Quando soletravas o caminho suave das primeiras aulas?
Então o pito da mestra, aqui e ali; pois quem ama corrige
E o pito-carito de um pirraceiro a rir de ti e das acontecências

Pois um dia a professora de olhar de cor do céu e mãos de anjo
Mostrou-te o outro lado do lápis: feito uma metáfora
A qualquer momento da vida, nas trilhas e nas vicissitudes
Poderias refaze o caminho, apagar, recomeçar, tentar de novo

Essa é a lição da vida, a Lição do Lápis com Borracha
Aprendemos; lucros e perdas, cantagonias e louvações
Mas há uma força que nos alerta, um mestre universal
Um anjo-da-guarda que volta de novo para nós e nos provê

Aprendeste assim a lição da primeira infância e refletes
Refazes os planos, ouve amigos, sonhas, labuta, espera
Tudo de novo, apagando desacertos e os erros das tentativas
Na sábia lição de tentar sempre para aprender técnicas de voos

Por onde fores, piá, guri, curumim, moleque, homem crescido
Longe de casa, mas dentro de ti - tua infância levas sempre contigo
Terás sempre a Lição do Lápis com Borracha para te fazeres vencedor
E dizer ao fim da jornada que erraste e acertaste no sudário das somas

Porque como o lápis veio da árvore e a borracha também
Geraste um livro, plantaste um filho, escreveste uma vida
Com a eterna lição de tentar, evoluir, mudar, acreditar sempre
Lição da mestra que te ensinou; que enfeitaste com lápis de cor

Da vida só levamos mesmo o amor e o humor que deixamos
E a saudade ainda é a maior e a mais pura forma de amor
Por isso continua seus traços, desenhos, escritas e livrações
Páginas de vida colorindo teu aprendizado de vitórias feitas a mão.

-0-

Silas Correa Leite – Estância Boêmia de Itararé, Santa Itararé das Letras
Especialista em Educação, Jornalista Comunitário, Conselheiro em Direitos Humanos
Site: www.itarare.com.br/silas.htm - E-mail: poesilas@terra.,com.br
Poema da Série “Eu Era Feliz e Sabia Que Era”, Livro inédito do Autor
Autor do livro “CAMPO DE TRIGO COM CORVOS”, Contos, Editora Design, Finalista do Prêmio Telecom, Portugal, à venda no site www.livrariacultura.com.br
Blogue premiado do UOL: www.portas-lapsos.zip.net

Anônimo disse...

para um cervejólogo como tu diz ser...tua barriga ainda está muito pequena!!!!

perere26 disse...

Preciso agradecer sua ajuda, como mãe estou procurando uma forma de ajudar minha filha de 9 anos em interpretação de texto e amei tudo que encontrei,Parabens pelo lindo trabalho!!!!